sexta-feira, 18 de maio de 2012

VIGILIA PELOS MORTOS DA AIDS

    A Vigília é um movimento mundial que iniciou em 1983. Pretende sensibilizar e mobilizar a sociedade para a problemática do HIV/Aids. Fazendo memória dos mortos em conseqüência da Aids, a Vigília pretende suscitar solidariedade aos portadores do HIV e despertar toda a população para a prevenção.
   A igreja, mobilizada pela Pastoral de DST/Aids está envolvida nesta iniciativa. Dá sua contribuição, convocando todos os cristãos e comunidades para a colhida solidária das pessoas que vivem com HIV, para a difusão de informações que defendam a vida, para uma prece esperançosa por aqueles que já morreram. Afinal, a morte não é a última palavra para o ser humano. Cristo ressuscitou e também nós vamos ressuscitar.
    Diante das mortes causadas pela epidemia, diante da injusta distribuição dos recursos para seu controle, rezemos e nos unamos a todas as pessoas de boa vontade para que a vida prevaleça: em nós, nos outros e naqueles atingidos pela Aids.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

São Paulo – 458 anos: ´Cidade está perdendo a luta pela prevenção do HIV entre usuários de drogas´, dizem ativistas

No mês em que São Paulo completa 458 anos, uma ação policial na Cracolândia, região central da cidade, ganhou notoriedade nacional e provocou vários debates na sociedade sobre os problemas relacionados ao uso de drogas.

Em referência ao aniversário de São Paulo, a Agência de Notícias da Aids preparou uma série especial sobre a vulnerabilidade dos dependentes químicos da cidade às infecções virais, como o HIV. Para ativistas, o poder público falha no atendimento e na abordagem sobre prevenção de doenças nesta população.
De acordo com os dados mais recentes da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, 74.310 pessoas foram registradas com aids na cidade até 2009. Quase 13 mil casos são entre usuários de droga injetável, o que representa aproximadamente 17% do total. 

A supervisão Técnica de Saúde da Sé, área de atendimento da Prefeitura na região central da cidade, registra a maior notificação de aids entre usuários de droga injetável em todo o município, 1.133 até 2009.

Entre 2007 e 2009, 794 pessoas foram registradas como portadoras da hepatite B na cidade, sendo que o uso de drogas foi o provável meio de transmissão. No mesmo período, 1.480 foram diagnosticadas com hepatite C, também em decorrência do compartilhamento de seringas, cachimbos e canudos para consumo de drogas.

“Nem na Cracolândia e em nenhum outro lugar da cidade há ações efetivas de prevenção de doenças entre usuários de drogas. Existem apenas projetos isolados em parceria com a sociedade civil”, afirma o Coordenador do Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH), José Araújo Lima Filho. 

Para ele, o poder público não está conseguindo responder à vulnerabilidade dos usuários de droga frente ao HIV e às hepatites virais. “Usuários de droga que moram na rua, por exemplo, muitas vezes não são atendidos nas unidades de saúde porque estão sujos. Antes de serem vistos como vulneráveis a todas essas doenças, os dependentes químicos precisam ser vistos pelos serviços públicos de saúde e pela sociedade como cidadãos”, critica.

O ativista disse ainda que a recente operação na região central de São Paulo deixou claro que o governo não tem solução para o problema do uso de drogas. “Eles não estudam sobre o assunto, e muito menos incentivam pesquisas nesta área com a intenção de solucionar o problema. O que ocorreu na Cracolândia foi um ato de violência pública assistida e aplaudida pela sociedade”, disse.

Rodrigo Pinheiro, Presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, confirma que muitas pessoas procuram essa rede de organizações não governamentais para reclamar sobre o despreparo dos serviços de saúde no atendimento de usuários de drogas. “Os profissionais de saúde precisam se aproximar mais destas pessoas com a intenção de conquistar a confiança delas e assim encaminhá-las aos serviços especializados”, afirma.

Para ele, só depois de estabelecida uma confiança do dependente químico para com os profissionais de saúde será possível discutir prevenção. “Não dá pra falar de sexo seguro, por exemplo, com uma pessoa que está sobre os efeitos de drogas e a única coisa que lhe interessa é procurar por mais droga”, enfatizou.

Domiciano Siqueira é um dos fundadores da Associação Brasileira de Redutores e Redutoras de Danos (ABORDA) e há mais de 16 anos trabalha com educação sobre DST/aids e drogas. Segundo ele, a maneira como a polícia abordou os dependentes químicos na Cracolândia foi inútil. “Foi um show da polícia que poderá ser usado até em campanhas eleitorais”, comentou. “Todas as vezes que tentaram retirar os usuários de uma determinada região, a ação foi temporária”, acrescentou.

O especialista acredita que a operação na Cracolândia é um exemplo de como os governantes e o senso comum da sociedade gostariam de agir com os dependentes químicos. “Tudo que não gostam, querem eliminar”, finaliza.


Fonte: http://agenciaaids.com.br

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Obstáculo em números

Estudo mostra dificuldades na hora de contar que é portador do HIV

Viver com HIV exige cuidados especiais consigo mesmo, mas também com o próximo: como se dá o processo de revelação da soropositividade nas relações sexuais ou afetivas? 

Foi isso que pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) resolveram investigar, em estudo publicado na edição de setembro da revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz.
A pesquisa analisou como e se homens, hétero e bissexuais, contam sobre sua condição para seus parceiros sexuais. Os resultados indicaram que o ato de revelar requer confiança e que é mais frequente entre heterossexuais, mas também para parceiros fixos, soropositivos, para mulheres, e menos frequente para profissionais do sexo.
Os dados da pesquisa apontaram que, nos seis meses anteriores ao estudo, dos consultados, 69% relataram terem revelado sobre o problema de saúde para parceiros fixos, mas apenas 32% contaram sobre a situação para profissionais do sexo ou anônimos com que se envolveram. A análise das informações obtidas também indicou que a proporção de revelações do diagnóstico foi maior em casos em que os parceiros fixos eram mulheres ou também soropositivos para HIV.
No que se refere ao uso de preservativos, a maioria relatou o uso consistente, embora esse tenha sido menos frequente com parceiros soropositivos. “Em contextos marcados por preconceitos, a falha na revelação do diagnóstico e a incorporação compensatória do uso de camisinha nem sempre resolveu o problema, frequentemente levantando suspeitas e aumentando o estigma pelo parceiro mais do que a cumplicidade na prevenção”, comentam os pesquisadores.
A dificuldade de revelar o diagnóstico por medo de perder a/o namorado ou esposa/o apresentada pelos entrevistados foi tão grande que em um dos casos o consultado abandonou o parceiro sem explicações, após descobrir que tinha a doença. Além disso, os entrevistados também afirmaram terem dificuldades para iniciarem uma nova relação afetiva devido à necessidade de contar que são portadores do vírus.
O estudo ainda indicou que os participantes raramente conversaram sobre situações de revelação de sua condição para parceiros com profissionais de saúde de serviços especializados. “Não cabe aos profissionais de saúde determinar como as pessoas devem se comportar ou quais decisões devem tomar suas vidas afetivas, familiares, reprodutivas ou sexuais”, ressaltam os pesquisadores. “No entanto, cabe a esses trabalhadores tentar enfrentar o desafio de garantir o direito a uma vida sexual e reprodutiva de qualidade, em favor de que as decisões feitas no cotidiano sejam realizadas após o entendimento adequado das dificuldades, tornando os pacientes não meros portadores de HIV, mas pessoas que vivem com o vírus em questão”.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Dia Mundial de Luta Contra a AIDS

Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. Compartilhe se você apoia essa iniciativa.



Breve Histórico:
O Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi criado para relembrar o combate à doença e  
despertar nas pessoas a consciência da necessidade da prevenção, aumentar a  
compreensão sobre a síndrome e reforçar a tolerância e a compaixão às pessoas infectadas.
Foi a Assembléia Mundial de Saúde, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU),
 que instituiu a data de 1º de dezembro. A decisão foi tomada em outubro de 1987. No Brasil, 
a data passou a ser comemorada a partir de 1988, por decisão do Ministro da Saúde.
A cada ano, diferentes temas são abordados, destacando importantes questões relacionadas
 à doença. Em 1990, por exemplo, quando a Aids ainda era mais disseminada entre os homens, o tema foi "A Aids e a Mulher". Em 1997, foi a vez de as crianças infectadas serem lembradas. A importância da família e da união de forças também já foram destacadas como importantes aliados da luta contra a Aids.

O dia 1º de dezembro deste ano focaliza a necessidade de fazer o teste para HIV. Com o tema "Faça o teste do HIV. é bom pra você". Dados do Ministério da saúde confirmam as dificuldades do diagnóstico tardio. Ele dificulta a adesão ao tratamento, tem um custo físico maior e um gasto acrescido para o sistema de saúde. Fazer o teste HIV é bom para a saúde; é gratuito e sigiloso; é um direito seu. O único trabalho que você vai ter é procurar o posto de saúde mais próximo. Ali vais encontrar todas as informações e procedimentos para fazer o teste.
É bom fazer o teste da Aids mesmo sem ter sintomas da doença.

·   Se tiver o HIV, o acompanhamento médico ajuda a evitar doenças, facilita o tratamento e impede a transmissão da mãe para o bebê.
·   Se não tiver o HIV, renove o compromisso de cuidado e prevenção.
·   Muitos morrem de aids por não fazer o teste!
·   Além de fazer o teste incentive outros a fazer!

O dia mundial de luta contra a Aids é um convite à solidariedade com quem vive com HIV e está em situação de vulnerabilidade ou exclusão
Também é uma oportunidade para:

·   Combater a discriminação e preconceito
·   Denunciar a falta de acesso aos serviços e aos direitos
·   Incentivar as pessoas a fazer o teste HIV
·   Fortalecer a política de acesso universal à prevenção e tratamento


A Pastoral se engaja na luta política que defende os direitos das pessoas soropositivas e que promove a difusão de informações de prevenção. Organizar caminhadas, palestras, oficinas, apresentações artísticas, celebrações, programas de rádio e televisão, distribuir material informativo, promover seminários e debates em espaços públicos, além de aliar-se aos movimentos locais de luta contra Aids são algumas iniciativas que podem ser realizadas.


Fonte: Pastoral da Aids Nacional